terça-feira, 26 de março de 2013
Terça feira: dezessete horas, cinqüenta e sete minutos
quinta-feira, 21 de março de 2013
Quinta feira: sete horas, cinqüenta e oito minutos
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quinta feira: dezessete horas, quarenta e quatro minutos
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Terça Feira: dezesseis horas, doze minutos
Terça Feira: dez horas, cinquenta e seis minutos
Caroline Bingley é irmã de Charles Bingley e tem inveja de Elizabeth Bennet, é a antagonista do romance; George Wickham é um antigo conhecido de Darcy, de infância, e um oficial que está alojado perto de Meryton. Faz amizade rapidamente com Elizabeth Bennet, e comenta vários fatos sobre Darcy, incentivando a impopularidade dele na sociedade local; posteriormente, os fatos verdadeiros são revelados, mostrando ser Darcy quem tem razão;
William Collins é clérigo e primo de Mr. Bennet, que ao ser recusado por Lizzie casa com Charlotte Lucas, amiga de Elizabeth, que aceita desposá-lo por interesse social;
Lady Catherine de Bourgh é uma aristocrata dominadora, poderosa e orgulhosa, que humilha os que a cercam, entre eles Mr. Collins, que faz todos os seus desejos. Ela tenta intimidar Lizzie quando percebe o interesse de Darcy por ela;
Mr Gardiner é irmão de Mrs Bennet, um homem de negócios sensível e cavalheiro, que tenta ajudar Lydia quando ela foge com Wickham. Sua esposa tem bom relacionamento e amizade com Elizabeth e Jane. Jane fica na casa deles quando vai a Londres, e Elizabeth viaja com
WRIGHT, Joe; (direção) (2005) Orgulho e preconceito [DVD] EUA, França e Inglaterra: Twentieth Century Fox Film Corporation
Terça Feira: dez horas, quarenta e um minutos
Assim que der eu apareço, sinto falta daqui...
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
segunda feira: nove horas, quinze minutos
quinta-feira, 16 de junho de 2011
quinta feira: onze horas, quarenta e sete minutos
quarta-feira, 15 de junho de 2011
quarta feira: onze horas, cinquenta e quatro minutos
ANÁLISE DOS POEMAS DE ANA CRISTINA CÉSAR
Biografia
Ana Cristina César nasceu em 1952. Entre os autores que se costuma classificar, acertadamente ou não, como pertencentes à geração dita marginal da poesia, Ana Cristina César é a que possui uma escrita mais pessoal, isto é, menos influenciada por obras, vanguardas ou movimentos anteriores. Seus poemas, quase sempre na primeira pessoa do singular, estabelecem um tipo de discurso de si, um diálogo com a própria experiência do mundo e com uma necessidade resoluta da escrita. Sua poética é uma navegação pela imensa variedade de objetos do mundo, que podem ser ela própria, pessoas, livros, lugares, cartas, uma dor indefinida ou até mesmo uma pequena coceira. Nesse universo, nada é mais certo do que nada, nada tem privilégio ou é a priori descartado. O eu que discursa em Ana Cristina César, longe de ser um ego, é um eu fragmentado, incompleto, característico e quase que anunciador de uma das mais fortes vertentes da contemporaneidade. Por isso mesmo, a morte precoce da autora, em 1983, só reforça esse inacabamento que, de fato, já faz parte do cerne de sua escrita, desde o seu início.
obras
Cenas de Abril (1979)
Correspondência Completa (1979)
Literatura não É Documento (1980)
Luvas de Pelica (1980)
A teus Pés (1982)
Inéditos e Dispersos (1982)
Escritos da Inglaterra (1988)
Escritos no Rio (1993)
Correspondência Incompleta (1999)
Soneto
Pergunto aqui se sou louca
Quem quer saberá dizer
Pergunto mais, se sou sã
E ainda mais, se sou eu
Que uso o viés pra amar
E finjo fingir que finjo
Adorar o fingimento
Fingindo que sou fingida
Pergunto aqui meus senhores
quem é a loura donzela
que se chama Ana Cristina
E que se diz ser alguém
É um fenômeno mor
Ou é um lapso sutil?
A métrica do poema apresenta irregularidade ora contendo 8 silabas métricas e em outros versos 5. Os versos do soneto são livres, não obedecem a nenhum esquema. Não há metro, mas apenas "ritmo interior", não se fixa a norma nenhuma fora a estrutura de um soneto. Os versos são encadeados e trata-se de um dialogo com o "eu", Ana Cristina questiona sua sanidade num dialogo consigo mesma.
Na segunda estrofe podemos notar a existência de aliteração da consoante "n"
E finjo fingir que finjo
Adorar o fingimento
Fingindo que sou fingida
terça-feira, 14 de junho de 2011
terça feira: oito horas, quarenta e dois minutos
quinta-feira, 19 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
segunda feira: dez horas, zero minutos
Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.
O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.
E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
quarta feira: doze horas, zero minutos
2. Mas o que eu queria dizer é o óbvio ululante, ou seja: - Com Adão e Eva houve o primeiro flerte, o primeiro namoro, o primeiro casamento. Eu ia acrescentar - e a primeira infidelidade. Mas trair com quem? Quero crer que Eva foi, talvez contrafeita, uma mulher rigorosamente fiel. Eu imagino o que teria sido, num confortável paraíso, a noite de núpcias do primeiro casal.
3. Pois bem. Isso ocorreu há muito tempo. Eu vos digo: essa experiência amorosa, que vem através dos milênios, não nos adianta de nada, nem nos abriu os olhos. O homem, que sabe de tudo, nada sabe de amor. Eu diria, se me permitem, que em amor o homem é tão analfabeto como um pássaro. Ou melhor: o pássaro tem, a seu favor, a vantagem do instinto puro, livre e clarividente. Ao passo que cada um de nós carrega, nas costas, não sei quantos preconceitos, não sei quantos equívocos. Eis a verdade: Falta-nos a espontaneidade de uma cambaxirra. E vou mais longe - o nosso amor é triste.
4. Olhem em torno. Vejam os namorados que conhecemos. Eles amam sem alegria, sim, todo o mundo ama sem alegria. Essa tristeza, inerente ao sentimento amoroso, decorre de que não sabemos amar. O homem mais sensível e lúcido é, diante do ser amado, um incerto ou, pior do que isso, um inepto. Ele não sabe o que dizer, o que fazer, o que pensar. O que nós chamamos "romance" é a soma de erros, de equívocos engraçadíssimos. Vejam: - não encontramos palavra justa, exata, perfeita; não nos ocorre o galanteio que o ser amado desejaria escutar.
5. E, no entanto, a partir de Adão e Eva, o homem já teve bastante tempo para aprender como gostar, como amar. O amor exige, entre dois seres, uma linguagem própria, um idioma específico. Mas não usamos essa linguagem ou parecemos não entender esse idioma. As pessoas que menos entendem - como se falassem línguas diferentes - são as que se amam. Dir-se-ia que o amor, em vez de unir, separa. Cabe então a pergunta - por quê? É simples. Porque amamos errado, porque não sabemos amar.
6. A rigor, o momento mais doce do amor é o flerte. O flerte não dilacera, não envenena. Um simples olhar, de uma luz mais viva; um sorriso leve é quanto basta para que dois seres experimentem a esperança de uma comunhão docemente infinita. Mas o flerte - eu prefiro o flerte à paquera - o flerte é, normalmente, uma promessa que não se cumpre. Pois, em seguida, o namoro abre uma fase de perspectivas inquietantes. Fala-se em 'briga de namorados', tão comum e, eu diria mesmo, obrigatória. Mas não são os pequeninos atritos que marcam e vão, pouco a pouco, ferindo e destruindo o sentimento amoroso.
7. Se o homem soubesse amar não elevaria a voz nunca, jamais discutiria, jamais faria sofrer. Mas ele ainda não aprendeu nada. Dir-se-ia que cada amor é o primeiro e que os amorosos dos nossos dias são tão ingênuos, inexperientes, ineptos, como Adão e Eva. Ninguém, absolutamente, sabe amar. D. Juan havia de ser tão cândido como um namoradinho de subúrbio. Amigos, o amor é um eterno recomeçar. Cada novo amor é como se fosse o primeiro e o último. E é por isso que o homem há de sofrer sempre até o fim do mundo - porque sempre há de amar errado.





